cabecalho

Antes de plantar, informe-se sobre a altura da árvore, as raízes, o tamanho da copa, se solta folhas ou não, se é tóxica ou não...
Evite que a muda toque a fiação ou as construções. No lugar certo, ela crescerá bela e saudável.

Elas crescem mais facilmente, são mais adaptadas ao clima, exigem menos cuidados e não criam riscos de infestar ou desequilibrar a paisagem local.

As pequenas mudas precisam de água, adubo e cuidado. Não se esqueça também de proteger as grandes árvores antigas.

As raízes da árvore também precisam respirar. Ao invés de cimentar a base da árvore até o tronco, crie um pequeno jardim em torno dela.

Em um vaso grande, de barro (para as raízes respirarem), você pode ter: Árvore-da-felicidade, Fícus, Jabuticaba, Pitanga, Primavera, Laranjinha Kin-kan, Acerola, Ameixa ou até Bananeira. Cuide para que o vaso receba adubo e um pouco de sol.

O que são?

O que a floresta amazônica tem que a mata atlântica não tem? O que distingue um manguezal de um pantanal? Grandes ecossistemas, os biomas apresentam aspectos semelhantes de clima, tipo de solo, relevo, regime de chuvas e latitude em toda a extensão do seu território.


 

Os grandes biomas brasileiros

Floresta Amazônica

Apresenta alto grau de umidade. Chuvas contínuas e temperaturas elevadas são condições ideais para o desenvolvimento exuberante da floresta. A vegetação é abundante, de crescimento rápido e sempre verde. Sobre as árvores existem trepadeiras, cipós e epífitas (orquídeas, samambaias, bromélias e líquens). A maioria das árvores atinge praticamente a mesma altura, onde folhas e galhos se entrelaçam. O interior da floresta é escuro, mesmo durante o dia. Ecologicamente apresenta três tipos de vegetação:

· Mata de terra firme: não sofre a inundação de rios. Nessa mata estão as árvores de 30-50 metros de altura;
· Mata dos igapós: ocorre sobre solos permanentemente alagados. Suas árvores são afastadas umas das outras;
· Mata de várzea: localiza-se sobre solos que são periodicamente alagados nos períodos em que os rios elevam seus níveis. As árvores crescem depressa e, em alguns casos, ficam enormes, parecidas com as de terra firme.


Floresta Semidecídua

Formação florestal que existe em solos férteis e profundos. Tem boa capacidade de armazenamento de água e é marcada por uma estação seca bem definida. Quando há pouca disponibilidade de água no solo, as árvores desse bioma podem perder totalmente suas folhas. Sua estrutura e composição florística é muito parecida com a da Mata Atlântica de encosta.


Floresta Decidual

Está presente nos solos férteis, porém, rasos, com baixa capacidade de armazenamento de água. As plantas nesse ambiente perdem totalmente suas folhas por um longo período, enquanto não vêm as chuvas. É um bioma bem característico onde só sobrevivem espécies bem específicas, adaptadas ao longo período de seca.


Cerrados

A região dos cerrados ocupa 25% da superfície do Brasil. Sua vegetação apresenta arbustos e árvores com galhos tortuosos, caule com casca grossa. Apesar de parecer o contrário, não há falta de água no cerrado. O que limita o desenvolvimento vegetal é o solo, arenoso e com alta taxa de alumínio.


Caatinga

Recobre aproximadamente 15% do território brasileiro. Apresenta clima semi-árido com temperatura elevada e chuva escassa e irregular. No solo, pedregoso, raso e compacto, a água escorre violentamente e causa sérias erosões. A vegetação dominante é constituída de arvoretas e arbustos que perdem suas folhas durante a seca e freqüentemente têm espinhos.


Mata Atlântica

A região da mata atlântica ou costeira distribui-se ao longo da costa brasileira. Do Nordeste até o Rio Grande do Sul. É uma floresta bastante úmida, com vegetação perene, densa e com muitas espécies vegetais distintas.


Mata dos Cocais

Ocorre nos estados do Maranhão, Piauí, Mato Grosso e Goiás. É constituída, principalmente de palmeiras carnaúba e babaçu. O babaçu é usado na produção de óleo e a carnaúba na produção de cera.


Mata de Araucária

Essa mata ocorre na região sul do país, principalmente no Paraná e em Santa Catarina. Essa região apresenta chuvas regulares distribuídas ao longo do ano com inverno frio e verão quente, bem definidos.


Restingas

Planícies arenosas com vegetação arbóreo-arbustiva. Ocorre nas áreas planas entre as praias e o começo da serra do mar. A vegetação alterna entre estar submersa ou não, de acordo com o movimento das marés.


Pantanal

Abrange os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de ocupar uma parte a Bolívia e do Paraguai. As chuvas nessa região concentram-se de outubro a março. Por ser uma região plana, com poucos declives, as águas do rio Paraguai transbordam inundando extensas áreas. Nas partes altas encontram-se matas nunca inundadas.


Pampas

Ocorrem no Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina. Apresenta vegetação herbácea, rasteira, constituída principalmente de variedades de capins da família das gramíneas. Essa vegetação é muito utilizada como pastagem natural para o gado.


Manguezais

Ocupam a costa brasileira desde o Amapá até Santa Catarina. Desenvolvem-se em estuários, locais onde os rios desembocam no mar. Várias espécies de peixes, ostras, camarões e siris reproduzem-se nos mangues.









 

Árvores de cada Bioma

Devido à enorme diversidade de espécies nativas, apresentamos abaixo apenas algumas citações.
Fonte: Flora Brasileira são do Programa Ambiental: A Última Arca de Noé – Antônio Silveira (http://ultimaarcadenoe.com), Wikipédia.

Tipos de Biomas e respectivas árvores

Caatinga

Em termos forrageiros, apresenta espécies como o pau-ferro, a catingueira verdadeira, a catingueira rasteira, a canafístula, o mororó e o juazeiro. Entre as de potencialidade frutífera, destacam-se o umbú, o araticum, o jatobá, o murici e o licuri e, entre as espécies medicinais, encontram-se a aroeira, a braúna, o quatro-patacas, o pinhão, o velame, o marmeleiro , o angico, o sabiá, o jericó, entre outras.

Cerrado

É constituído pelo conjunto de formações vegetais de aspectos e fisionomia variáveis, principalmente de árvores baixas e retorcidas que se misturam a um exuberante estrato herbáceo rasteiro, apresentando entre sua flora: Arnica; Aroeira-vermelha; Benjoeiro; Buriti; Candeia; Canela-de-ema; Capitão; Capororoca; Caroba-de-flor-verde; Craibeira; Dedaleiro; Embiruçu; Fruta-de-ema; Guatambu; Imbiru; Ipê-branco-do-brejo; Lixeira; Louro-pardo; Marmeleiro-do-campo; ;Pêssego-do-mato; Pimenta-de-macaco; Piqui e Tingui.

Amazônia

Floresta Amazônica

A Floresta Amazônica apesar de aparentar a primeira vista certa uniformidade, na verdade é muito diversificada, podendo-se identificar vários tipos de vegetação associados a sistemas ecológicos distintos, como:

a) Floresta de Terra Firme: com árvores altas que chegam a 65 metros de altura, e suas copas formam um anteparo à luz, deixando o interior da floresta úmido e quente. Área não sujeita a inundações. Destacam-se as castanheiras, a seringueira-branca, guaraná, cedro, sumuaúma, pau-ferro;
b) Florestas de Várzea: fica entre a terra firme e o igapó, nela encontram-se a seringueira preta, o jatobá e as palmeiras como o açaí , a jauarí;
c) Florestas de Igapó: localizam-se em terrenos baixos que ficam temporária ou permanentemente alagados pelas águas dos rios. Espécies típicas, são: a vitória-régia, a piaçava e a itaubarana;
d) Florestas de Igarapé: são florestas inundáveis às margens de rios que deságuam em outros maiores;
e) Cerrados: há algumas formações de cerrado que ficaram como enclaves, mas não são tão significativos se comparados com a floresta equatorial.

Mata Atlântica

Floresta Atlântica

O conjunto vegetal que compõe a Mata Atlântica é muito complexo, principalmente onde predomina a floresta pluvial tropical de encosta, conhecida como Mata Atlântica propriamente dita. A mata atlântica constitui-se das seguintes formações:

a) Mata Atlântica ou Mata de Encosta (Floresta Ombrófila Densa)
b) Mata de Interior (Floresta Estacional Semidecidual)
c) Mata de Araucária (Floresta Ombrófila Mista)


Destacam-se na Mata Atlântica: o pau-brasil, o jequitibá, as quaresmeiras, o jacarandá, o jambo e o jabolão, o xaxim, o palmito, a paineira, a figueira, a caviúna, o angico, a maçaranduba, o ipê-rosa, o jatobá, a imbaúba, o murici, a canela-amarela, o pinheiro-do-paraná, e outras.

A Floresta de Araucária não abriga apenas a sua espécie típica, mas muitas outras que formam comunidades interativas e diferenciadas em florística, estrutura e organização ecológica. Existe muita riqueza na floresta de araucária. Ali a biodiversidade atinge níveis elevados, apesar de sua aparente simplicidade estrutural. Predomina o pinheiro do Paraná ou araucária . Ela abriga uma das poucas coníferas de ocorrência subtropical no hemisfério sul do continente americano: a araucária brasileira, conhecida como pinheiro-brasileiro ou Pinheiro-do-Paraná. Por sua beleza e singularidade, a araucária tem atraído a atenção de muitos estudiosos.

Pantanal

Pantanal Matogrossense

É um ecossistema muito complexo, não sendo na verdade um pantanal, mas uma área inundável periodicamente e que é composta de vários ecossistemas, predominando o cerrado. Nas partes mais baixas, predominam as gramíneas, que são áreas de pastagens naturais para o gado — a pecuária é a principal atividade econômica do Pantanal. A vegetação de cerrado, com árvores de porte médio entremeadas de arbustos e plantas rasteiras aparece nas alturas intermediárias. A poucos metros acima das áreas inundáveis, ficam os capões de mato, com árvores maiores como o angico, ipê e aroeira. Nas altitudes maiores, o clima árido e seco torna a paisagem parecida com a da caatinga, apresentando espécies típicas como o mandacaru, plantas aquáticas, piúvas (da família dos ipês com flores róseas e amarelas), palmeiras , orquídeas, figueiras e aroeiras. Sua flora é muito variada, destacando-se: Craibeira; Sumaúma; Ipê-roxo ou Piúva; Ipê amarelo; Buriti; Palmeira Acuri; Pau-de-Novato; Carandá; Cambará; Aguapés.

Biomas Costeiros

Manguezais: situam-se na faixa litorânea, pois são ecossistemas complexos que em suma ligam as águas dos oceanos com a terra firme, fazendo uma função de interposição entre o ecossistema marinho e o terrestre. Nos manguezais brasileiros predominam três espécies vegetais, as quais, pela uniformidade de cada região, determinam o nome popular do mangue em: mangue vermelho, mangue preto e mangue branco.

Restinga: ocupa grandes extensões do litoral, sobre dunas e planícies costeiras. Inicia-se junto à praia, com gramíneas e vegetação rasteira, e torna-se gradativamente mais variada e desenvolvida à medida que avança para o interior, podendo também apresentar brejos com densa vegetação aquática. Abriga muitos cactos, orquídeas e bromélias. Esta formação encontra-se hoje muito devastada pela urbanização. Entre as espécies estão a Caxeta e a Guaxima-do-mangue. As restingas são verdadeiros mosaicos florísticos, pois possuem várias espécies que se encontram em outros ecossistemas.

Bioma Campos Sulinos

No sul do país (entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina), a vegetação é composta por campos limpos, as chamadas estepes úmidas. De um modo geral, o campo limpo é destituído de árvores, com uma composição bastante uniforme e com arbustos.

 

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