cabecalho

Antes de plantar, informe-se sobre a altura da árvore, as raízes, o tamanho da copa, se solta folhas ou não, se é tóxica ou não...
Evite que a muda toque a fiação ou as construções. No lugar certo, ela crescerá bela e saudável.

Elas crescem mais facilmente, são mais adaptadas ao clima, exigem menos cuidados e não criam riscos de infestar ou desequilibrar a paisagem local.

As pequenas mudas precisam de água, adubo e cuidado. Não se esqueça também de proteger as grandes árvores antigas.

As raízes da árvore também precisam respirar. Ao invés de cimentar a base da árvore até o tronco, crie um pequeno jardim em torno dela.

Em um vaso grande, de barro (para as raízes respirarem), você pode ter: Árvore-da-felicidade, Fícus, Jabuticaba, Pitanga, Primavera, Laranjinha Kin-kan, Acerola, Ameixa ou até Bananeira. Cuide para que o vaso receba adubo e um pouco de sol.

Como plantar e cuidar

A escolha da muda

1. Em primeiro lugar, verifique se o tamanho da embalagem (saquinho, lata, vaso, etc.) é compatível com o tamanho da muda. Se a embalagem parar em pé, sozinha, é porque está de acordo;

2. De 80 cm a 1,50m. Este é o tamanho ideal para uma muda ser transplantada para a sua “casa”. O tronco deve estar grossinho e firme e a planta em perfeitas condições fitossanitárias, isto é, sem manchas e fungos nas folhas e no tronco. Folhas furadinhas por insetos não são sinal de doença. Pode comprar e plantar;

3. O lugar das raízes é dentro da embalagem e não saindo para fora. Se isso estiver ocorrendo, antes de plantar corte essas raízes. A planta formará raízes novas e mais sadias;

4. Para comprar as mudas procure sempre um viveirista conhecido e idôneo (procure ver se o local do viveiro é organizado e se as plantas estão identificadas). Peça informações para amigos e vizinhos. Isso porque um dos maiores riscos que se corre hoje é o de comprar mudas sem identificação correta. Ou seja, comprar, por exemplo, uma laranjeira pensando estar comprando um limoeiro.


Colocando as mudas na terra

Sempre que possível, evite que espécies de porte muito grande fiquem lado a lado uma das outras (ver tabela geral com o porte de cada espécie).


Abertura do berço

Para um plantio ideal, o tamanho do berço deve ser de 60 x 60 x 60 cm. No caso de um plantio em larga escala esse tamanho pode ser reduzido para 40 x 40 x 40 cm, nunca menos.


Nutrição e plantio

Na abertura do berço, separar de um lado a terra de superfície e do outro a do subsolo. À terra de superfície, misture, uniformemente, 30 a 40 litros de esterco de curral curtido ou composto orgânico; ½ kg de farinha de ossos ou de supersimples (ricos em fósforo, mineral indispensável para um sadio desenvolvimento); ½ kg de calcáreo dolomítico (cálcio e magnésio para a arvorezinha crescer forte). Com exceção do esterco ou do composto, os outros adubos podem ser encontrados em lojas de produtos agrícolas.

As cinzas de madeira também são uma ótima fonte de nutrientes, principalmente de potássio que torna as plantas mais resistentes ao ataque de doenças. Se tiver facilidade e um forno a lenha por perto - as pizzarias costumam ter uma boa quantidade de cinza disponível - ofereça esse nutriente para suas árvores em qualquer ponto do seu crescimento.

Preparados adubos + terra, preencha aproximadamente 50% do berço com essa mistura. Em seguida retire a muda do recipiente e coloque-a no centro do berço sem desmanchar o torrão. Termine de colocar o restante da terra adubada até preencher o berço todo. Tenha sempre o cuidado de deixar o colo da muda ao nível do solo.


O tutor

Uma boa estaca sempre ajuda que a muda fique firme e reta além de mais visível, principalmente se houverem tratores por perto.


A distância entre mudas

Se for para ter uma visão global da árvore, ou seja, para ver as árvores como elas são individualmente, o espaçamento entre elas deverá ser de 6 a 10m. Já para o caso de criar uma “massa verde”, um bosque, a distância será de 4 m entre as plantas e de 5 m entre as linhas. Para solos de baixa fertilidade ou para um fechamento mais rápido que, inclusive, protegerá a própria terra de ressecamentos, fique com 2 m entre plantas e 3 m entre linhas.


A rega

Nada de stress hídrico! Uma muda precisa de água. Escolha, sempre que possível, plantar árvores longe da época de seca principalmente se for um plantio grande. Os melhores meses nesses casos, vão de setembro a dezembro. Se o plantio for em menor escala e longe das chuvas, procure regar as mudas pelo menos 3 vezes por semana nos primeiros 3 meses. Outra dica: para manter a umidade espalhe em torno das mudas uma boa camada de folhas secas. Esse procedimento é válido também para as plantas adultas.


Mantendo tudo vivo

Apenas na fase inicial, nos dois primeiros anos após o plantio, as árvores exigirão certos cuidados de manutenção. É preciso fazer inspeções mensais, regas durante os períodos de seca e capinas durante os períodos chuvosos. Nesse período, adubá-las por 2 vezes (tome como medida a mesma quantidade usada no plantio e divida em duas etapas) pois as reservas naturais de nutrientes às vezes não são suficientes. Essa adubação de restituição pode ser feita a lanço ou em duas ou três perfurações no solo, a 30 cm de profundidade.


Diversidade também ajuda

Quando há um plantio heterogêneo de espécies nativas as coisas ficam muito mais simples também do ponto de vista da manutenção, pois entre elas forma-se um ecossistema, um equilíbrio. Na diversidade, há uma interação entre elas, que ajuda todas se desenvolverem.


Podas

As plantas devem crescer livremente não precisando ser podadas a não ser em casos isolados como contenção por causa de algum obstáculo como fios elétricos, telhados, etc ou retirada de galhos quebrados ou doentes. Nesses casos fazer o corte bem rente ao tronco, passando em seguida algumas pinceladas de tinta a óleo ou látex para ajudar na cicatrização.


Transplante de árvores adultas

Esse tipo de transplante exige técnica apurada e não é recomendável, a não ser em casos muito específicos de paisagismo

 

Semeando

Uma muda de árvore não surge do nada. Por isso a obtenção de sementes é básica em um processo de recomposição florestal. Todas as espécies nativas reproduzem-se por sementes que precisam ser semeadas logo, pois sementes de árvores têm vida curta, principalmente as chamadas recalcitrantes que, por seu teor de umidade, não podem ser armazenadas muito tempo. Quando possível, colete as sementes de pelo menos seis exemplares diferentes da árvore escolhida. Essa variação propicia um melhor desenvolvimento genético das plantas.

Outro ponto importante antes de semear: muitas vezes uma semente sadia e com boas condições de solo e umidade para germinar não o faz, pois está dormente. Na verdade, esse é um fenômeno que ocorre naturalmente e que caracteriza um determinado tipo de mecanismo de defesa que faz com que as sementes, quando plantadas pela própria natureza e não pelo homem, aguardem o momento certo e as condições mais apropriadas, como chuva e calor, para então germinarem. E como despertá-las? Um dos métodos mais simples é o de lixar as sementes, quando seu tegumento (revestimento externo) é duro e não absorve água. Logo após, mergulhá-las em água bem quente por um minuto. Em seguida, colocar água fria e deixá-las de molho por 1 dia, renovando a água duas vezes ao dia.

No caso de sementes leves e delicadas, como as dos ipês, um bom banho de sol por 3 a 4 horas pode ser suficiente para acordá-las.

Em geral as sementes precisam ser retiradas de dentro dos frutos para serem semeadas. Em outros casos, porém, podem ser usados os próprios frutos para a semeadura, como se fossem sementes, principalmente quando retirá-las lá de dentro for praticamente impossível.


O que fazer com as sementes colhidas ?

O ideal é colocá-las em recipientes individuais. Caso a semeadura seja em escala maior, utilize pequenos canteiros improvisados em locais ensolarados. Para proporcionar uma boa oxigenação, a terra deve ser bem porosa (isso vale tanto para os canteiros como para os recipientes individuais) Uma mistura de 1/3 de areia, 1/3 de terra e 1/3 de matéria orgânica (esterco bem curtido, húmus de minhoca ou composto orgânico) bem peneirados é o ideal. Se preferir, nas lojas de produtos agrícolas ou de jardinagem existem substratos que já vêm prontos e dosados para proporcionar às sementes o máximo de “conforto”.

Na hora de semear, atenção: a espessura do substrato a ser colocado por cima das sementes não deve ultrapassar o seu tamanho. Colocadas na terra e devidamente cobertas, regue-as duas vezes ao dia.


Como e quando transplantar as mudinhas? Colocar na sombra ou ao sol?

Durante o verão, será mais conveniente manter as mudas a meia-sombra. Assim que o calor mais intenso passar, leve-as para o sol.
Aquelas que brotarem nos canteiros deverão ser transplantadas para embalagens individuais quando atingirem de 4 a 7 cm de altura. A embalagem (de preferência saquinhos pretos próprios para esse fim) deverá ter, no mínimo, 30cm de altura. Esse detalhe é muito importante para permitir o livre crescimento da raiz principal até o momento do plantio no local definitivo.

Assim que o transplante for feito, as mudas deverão ficar à meia-sombra por duas/três semanas e depois também irem para o sol.
A depender da espécie, a germinação de uma semente poderá ocorrer de 3 dias a um ano (caso de algumas palmeiras). Em geral, o seu desenvolvimento no viveiro dependerá dos cuidados constantes e da própria espécie da árvore. Algumas terão desenvolvimento rápido ficando prontas para o plantio no local definitivo em 6 meses. Outras poderão levar um ano ou mais.

 

Cimento x árvore

Cidadã-Árvore

Cimentar ou pavimentar as calçadas até encostar o tronco das árvores é uma medida antiecológica que pode com o tempo, ocasionar a morte das raízes por asfixia, além de não permitir que as árvores recebam aos seus pés, a tão esperada água das chuvas.
Rosa Maria Menegali, engenheira agrônoma da Unidade de Áreas Verdes da subprefeitura de Pinheiros, em São Paulo, alerta sobre a necessidade de se respeitar um espaço mínimo ao redor das espécies. “O ideal seria que nas cidades tivéssemos as chamadas ‘calçadas verdes’ ou seja, faixas gramadas ao longo das guias. O ideal número dois, a existência de anéis circulares de no mínimo 1 m ao redor das árvores, o que nem sempre acontece, pois a largura do passeio não permite. Nesses casos, as árvores acabam tendo que se contentar com 60x60 cm, medida considerada estrita”. Segundo Rosa, ao cimentar o entorno de tipuanas, ipês, jacarandás e tantas outras espécies, as pessoas acham que irão conter o crescimento de suas raízes evitando estragos nas calçadas, mas é o contrário. Quanto maior a área livre ao redor dos troncos, menos danos ao passeio público.“São as raízes superficiais que levantam o piso. Tendo um mínimo de área livre a árvore pode lançar raízes profundas, permitindo calçadas mais lisas e uniformes”, afirma.
E o que fazer se você tiver uma árvore nesse estado ou reconhecer algum caso? Rosa aconselha: “Se a árvore estiver na frente de sua casa ou estabelecimento, a própria pessoa pode solicitar os serviços da sua subprefeitura ou ela mesma abrir o espaço, desde que não danifique a árvore. Tomar essa iniciativa é um grande favor que qualquer um pode prestar”.
No caso da árvore se encontrar na calçada do vizinho ou em qualquer outra situação que exija cuidados, o melhor é acionar a subprefeitura do bairro correspondente ou conversar com a pessoa responsável pelo local explicando-lhe o dano que está causando, às vezes involuntariamente. Se a providência não for tomada, a prefeitura poderá agir livrando as cidadãs-verdes do peso desnecessário.


 

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